segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Esclarecimentos sobre a árvore de natal de Aracajú

Estamos no dia 22 de Dezembro de 2008. O ano, cheio de noticias boas e ruins, já quase terminando e todos pensando no natal, aquele momento de famílias reunidas e muitas festas.
É, mas pra algumas famílias de Aracajú, no estado de Sergipe, as coisas não estão tão alegres assim.
O fato é que, empolgada com o reconhecimento do Guinness Book de maior árvore de natal do mundo em 2007, com 110 metros, a empresa responsável - Energisa - resolveu aumentar ainda mais a altura da árvore de natal de Aracajú. A nova altura a ser atingida não foi informada, mas trabalhadores da obra contam que seria algo em torno de 130 metros.

Árvore de Natal de Aracajú em 2007

Porém no dia 24 de Novembro a estrutura não aguentou e desabou sobre os operários matando 4 pessoas e deixando 9 feridas.
Imediatamente o Instituto de Criminalística de Sergipe enviou a perícia foi ao local que entregou o laudo no dia 13 de Dezembro afirmando que a estrutura não suportou o excesso de peso e os pontos de solda se romperam. Apontou ainda que o material utilizado na obra era reaproveitado e os cálculos subestimados.
O perito Francisco Chagas comentou: "Queriam apenas estabelecer recordes. Aumentaram demais a torre sem se preocupar com a base. Fizeram tudo de maneira aleatória, sem cálculos estruturais."
A empresa não quis se comunicar pois aguarda a análise da delegada responsável pelo inquérito policial, Thereza Simony.
Mas o mais impressionante é que nem o Crea/SE nem a Emurb - Empresa Municipal de Urbanismo - fiscalizaram a obra que poderia ter ficado de pé e agora arriscar a vida de mais gente durante as visitas turísticas de final de ano.
Nos resta esperar que empresas e prefeituras que queiram impressionar com árvores de natal ou outras estruturas de grande porte, passem a fazer isso com mais responsabilidade, pois agora esta empresa perde toda sua credibilidade e quatro famílias que não tinham nada a ver com essa falta de responsabilidade perderam toda a alegria nesse natal.
E pra você leitor, apesar de tudo isso, um ótimo natal e nos vemos em 2009.

(L. M. Alves)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Inaugurada a maior estrutura de bambu do país

Nesse último sábado, dia 13 de dezembro de 2008, foi inaugurado o Centro de Cultura Max Feffer na cidade de Pardinho, interior de São Paulo.
O espaço tem cerca de 6.000 m² e o objetivo de apoiar o desenvolvimento de Pardinho e região junto ao Instituto Jatobás, com lazer, diversão, inovações e bem-estar à população local.


O local do novo centro foi cedido pela prefeitura local em uma praça da cidade. A construção utilizou-se de técnicas modernas de green buildings e pode obter o certificado Leadership in Energy and Environmental Design pela United States Green Building Council.


O centro utiliza a estrutura já instalada para construção, além de aumentar a permeabilidade do terreno, tem sistema de tratamento de esgoto com raízes de plantas e reutiliza diversos materiais antes tidos como lixo: portas e paredes de demolição, madeiras, latinhas de bebidas, etc.
Sobre tudo isso há uma mega estrutura de bambu destacando a necessidade de uma construção mais sustentável, de baixo custo e alta resistencia.


Um belo exemplo de desenvolvimento sustentável e uma bela estrutura que, aos simpatizantes do bambu como material de construção, pode ser admirada e analisada bastanto uma viagem à cidade de Pardinho, a 208 Km da cidade de São Paulo.

(L. M. Alves)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Falta de sincronia nas obras das prefeituras

Nos últimos 20 anos o país deu um grande salto no quesito saneamento básico para a população. Hoje temos índices próximos de 100% nos estados do sul e sudeste, e pouco menos nos estados do norte e nordeste.
Este é um fato de extrema importância porém há um problema poucas vezes tratado no nosso dia-a-dia.
O problema maior está na falta de sincronia entre as obras das prefeituras e a empresa de água e esgoto da região. No estado de São Paulo, a empresa responsável é a Sabesp.
O que pode se ver é que em muitos casos, ou na maioria deles, não há nenhuma comunicação entre as obras das prefeituras com as da Sabesp. Em muitos casos há destruição de obras recente inauguradas gerando trabalho em dobro.



Outro caso desses aconteceu em Peruíbe, na baixada santista. Lá foram feitas obras na avenida Luciano de Bona a pouco tempo, porém no segundo semestre deste ano iniciaram-se obras da Sabesp destruindo todo o trabalho feito. No fim das obras sabe-se que são feitos remendos, porém estes são de péssima qualidade.

Espera-se que num futuro próximo as prefeituras junto às empresas de saneamento básico passem a trabalhar mais em sincronia, pois assim o país só tem a ganhar.

(L. M. Alves)