quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Pontes estaiadas no Brasil e no Mundo

Uma ponte estaiada é um bom exemplo de aquitetura e beleza com um cálculo estrutural sofisticado, atingindo o limite da estrutura. Geralmente usada para vãos grandes com pequenas possibilidades de sustentação, onde os cabos de aço exercem grande parte dos esforços totais da estrutura.
Em todo mundo podemos encontrar diversos exemplos deste tipo de pontes, que em geral se tornam famosos cartões postais devido à elegância, leveza e claro: beleza. Uma boa aliança engenharia-arquitetura é necessária, e os resultados são na maioria das vezes, impressionantes.
Um bom exemplo disso encontra-se em Millau, na França. Com objetivo de melhorar a estrada que leva paris ao sul do país, foi necessário a construção deste viaduto que tem a altura máxima de 342 metros (da ordem de grandeza de famosas estruturas como a torre Eiffel, em Paris, ou também o edifício Empire State Building, em Nova York), e um comprimento total de aproximadamente 2,5km. Este projeto foi feito pelo arquiteto inglês Norman Foster e pelo engenheiro francês especializado em pontes Michel Virlogeux, e é a mais alta ponte aberta ao tráfego de veículos do mundo.




No Brasil também encontramos bons exemplos desse tipo de pontes, porém em escalas bem menores. Em Brasília, por exemplo, temos a ponte Juscelino Kubitschek que não atinge grande vão porém é particularmente diferente por ser sustentada por arcos que cruzam na diagonal da rodovia. Esta foi projetada pelo arquiteto Alexandre Chan e recebeu em 2003 a medalha Gustav Lindenthal, outorgada pela Sociedade dos Engenheiros do Estado da Pensilvânia, EUA.





Atualmente, temos também um exemplo na cidade de São Paulo. A nova ponte estaiada Octávio Frias de Oliveira (sobre o rio Pinheiros próximo ao Brooklin) ficou famosa e estampa diversos cartões postais na cidade, além de programas de TV que á utilizam como plano de fundo no estúdio, devido à proximidade com a sede de uma importante emissora de televisão.
Inicialmente, esta não precisaria ser uma ponte estaiada devido ao pequeno vão e à área relativamente grande para construção, mas nesse caso optou-se por essa solução. O interessante está na maneira que ela foi concebida, havendo um grande "X" pelo qual duas pontes passam por dentro.
Um projeto arrojado feito pela empresa Construtora OAS, envolvendo 420 funcionários, trabalhando em dois turnos. O projeto é de autoria de Catão Francisco Ribeiro, tendo como arquiteto João Valente.
Uma curiosidade um pouco infeliz é que durante a construção, no dia 8 de abril de 2007, houve a morte de um operário de 22 anos, Luiz de Araújo Souza. Ele faleceu após cair de uma das pistas.





Há ainda em Guarulhos, na grande São Paulo, uma obra em andamento de uma outra ponte estaiada. Esta localiza-se sobre a Rodovia Dutra e irá desafogar o trânsito das avenidas Aniello Pratici e Tiradentes ao acesso à rodovia. A construção está sendo feita pela empresa construtora Camargo Corrêa e deve fica pronta em 2009.

(L. M. Alves)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O Expresso Aeroporto e o Trem de Guarulhos

O Expresso Aeroporto é um projeto apresentado pela CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), que basicamente interligará diretamente, sem outras paradas, o centro de São Paulo ao aeroporto internacional que nos próximos anos arcará com o maior fluxo de passageiros de vôos nacionais (com exceção da ponte aérea Rio-SP e de algumas outras rotas) e internacionais, o Aeroporto Internacional de Cumbica.
O projeto, ainda em fase licitatória, deverá estar em funcionamento já em 2010, mesmo período em que será inaugurado o TPS3 do aeroporto, que elevará substancialmente o fluxo de pessoas (já que possuirá capacidade de 12 milhões de passageiros ao ano), atualmente em cerca de 17 milhões de passageiros anuais. Assim, o fluxo diário de pessoas (incluindo passageiros, funcionários do aeroporto e outros) deve passar dos atuais 100.000 para cerca de 150.000 já nos próximos 5 anos, um incremento altamente significativo, principalmente se considerarmos as atuais péssimas condições de trânsito (já que o único acesso atual é o rodoviário, por veículos próprios, táxis ou escassas linhas de ônibus) para se chegar ao aeroporto, já que em boa parte do dia as vias Dutra e Ayrton Senna e a Marginal Tietê se encontram com tráfego intenso ou mesmo parado. Ainda há de se considerar que a frota paulistana (e a brasileira, em geral) está aumentando rapidamente; ou seja, em relação à questão aqui tratada: serão 50.000 pessoas a mais – cujos percursos contabilizam algumas dezenas de minutos e quilômetros – e mais o tráfego de automóveis que naturalmente cresceria entre os municípios de São Paulo e Guarulhos (que em sua maior parte passaria pelas vias já citadas), considerando-se que há estimativas de que a frota de carros cresça até 40% nos próximos 5 anos. Além disso, São Paulo e Guarulhos são as duas mais populosas cidades da Região Metropolitana, inclusive com fortes vínculos econômicos, por isso o trânsito de veículos como caminhões, ônibus e automóveis é intenso e com clara tendência de estar aumentado de maneira cada vez mais rápida.
Então, os problemas estão claramente diagnosticados: falta um acesso rápido e seguro aos transeuntes do aeroporto, e isso até era uma das condições da Infraero (administradora, entre outros, do Aeroporto de Guarulhos) para que fosse construído os Terminais 3 e, mais futuramente, 4.
Assim surge a proposta do Expresso Aeroporto; e o grande fluxo de passageiros que saem de Guarulhos, nos horários de pico, passam o dia em São Paulo, e retornam a Guarulhos, novamente nos horários de pico, e vice-versa. Assim surge a proposta do Trem de Guarulhos.
Provavelmente, a estação do centro de São Paulo se situará próxima à Luz, e será um terminal com características aeroportuárias (com balcões de check-in das empresas aéreas, por exemplo) a ser realizado pela Infraero, será cerca de 30km distante da estação terminal interior ao aeroporto.
Compartilhando cerca de 20km do leito dos trilhos, será feito o Trem de Guarulhos, ligando o centro de São Paulo (provavelmente a Estação do Brás) à estação CECAP em Guarulhos, com talvez 2 estações intermediárias. Esse compartilhamento do leito ferroviário propiciará uma importante economia na realização das obras.
Inicialmente, Expresso Aeroporto e Trem de Guarulhos apresentarão uma demanda estimada em 20.000 e 110.000 passageiros, respectivamente, passando a cerca de 50.000 e 275.000 em alguns anos, o que certamente representará um importante recuo no número de veículos trafegando por essas regiões de Guarulhos e zona leste de São Paulo, gerando inúmeros benefícios. O custo da passagem deverá ser algo em torno de R$18,00 no caso do Expresso Aeroporto e de R$2,50 para o Trem de Guarulhos. O tempo do trajeto, para ambos os casos, será de aproximadamente 20 minutos, representando uma considerável economia de tempo diariamente para uma razoável quantidade de pessoas, aumentando ainda a produtividade da força de trabalho. O custo total das obras será de aproximadamente US$575mi, em valores de 2005.

(G. Serra / T. Falcão / R. Suzuki)

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Um novo complexo cultural em São Paulo

Acabam de ser escolhidos os arquitetos da nova sede da Companhia de Dança de São Paulo. Este será construído no local da antiga rodoviária de São Paulo, onde hoje funciona um shopping mas que até o final de janeiro de 2009 deve ser totalmente desapropriado.
A escolha do projeto contou com escritórios de arquitetura de grande importância no cenário mundial: Oma (Office for Metropolitan Architecture), Foster + Partners, e Pelli Architects. Porém desbancando todos estes, foram escolhidos os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, autores de projetos famosos como o estádio chinês conhecido como Ninho de Pássaro e o Tate Modern em Londres.

Este complexo cultural a ser construído próximo à Estação da Luz contará com um terreno de 19.000 m² e será composto por três teatros: o principal para pouco menos de 2000 pessoas, um palco para recital e drama com capacidade de 600 espectadores e ou terceiro palco reversível para pouco menos de 500 pessoas.
O custo total da obra é de aproximadamente R$300 milhões, sendo que cerca de 8% deste valor será destinado ao escritório dos suíços, que já começaram a trabalhar no projeto e logo abrirão uma filial do escritório na cidade de São Paulo com cerca de 20 profissionais.
A previsão para início das obras é o segundo semestre de 2009, e a conclusão prevista é final de 2010 ou começo de 2011.
É uma novo passo para São Paulo na área do turismo e arte, setores que nunca foram o forte da cidade. vamos torcer para que mais projetos como esse venham para a cidade no futuro, porém sem comprometer a área social, que como todos sabem, ainda é muito carente.
E por enquanto é isso.

(L. M. Alves)