terça-feira, 14 de outubro de 2008

Controle biológico de pragas

Atualmente, ações sustentáveis passaram de modismos a indispensáveis em uma considerável parte das atividades. E isso claramente se aplica ao setor agropecuário, onde se busca sustentabilidade ambiental e econômica – entre outras. Uma das correntes que se mostram mais promissoras é a relacionada a pesquisas com controle biológico de pragas em alguns tipos de cultura.
Dois dos seres vivos mais pesquisados têm sido os fungos Beauveria bassiana e Metharizium anisopliae. Esses apresentam, em pesquisas, altos índices de sucesso no combate a vários tipos de “pragas”, como carrapatos e outros tipos de insetos, agindo como parasita interno dos mesmos, assim pertencendo ao grupo dos fungos entomopatogênicos; algumas das culturas em que se destacam combatendo pragas das mesmas são: cana-de-açúcar, soja e café (as três importantíssimas ao setor primário da economia brasileira). É interessante notar que esses fungos se instalam com facilidade, mesmo nos seres vivos possuidores de carapaças (existem algumas espécies de besouros que são sérias pragas em algodoeiros, por exemplo).
Além de economicamente viável, segundo pesquisas vêm concluindo (os fungos entomopatogênicos são tidos como “promissores” em artigos que tratam do assunto), esse tipo de utilização desses fungos pouco polui o ambiente e a natureza, não deixando resíduos químicos nos futuros alimentos e também na água e no solo, e também não afeta agentes polinizadores e protege a biodiversidade – daí a sustentabilidade ambiental alegada.
Parece que há pouco investimento por parte tanto de empresas públicas como privadas no avanço de pesquisas que levem à utilização em grande escala desse tipo de serviço (soluções sustentáveis ambiental e economicamente no controle biológico, sempre que possível, e também sua interação com outras formas de combate às pragas), e, portanto o mercado consumidor em potencial é altíssimo, além de todo o peso da inovação que será buscada (certificações ambientais reconhecidas e viabilidade para aplicações em larga escala).

(G. Serra)

Nenhum comentário: