domingo, 6 de junho de 2010

O plano integrado de transportes urbanos em São Paulo

A região metropolitana de São Paulo vive hoje um momento de grande expectativa quanto aos problemas de transporte, com grandes obras em atividades e outros projetos ainda maiores em elaboração. O projeto do atual governo do estado de São Paulo, chamado Expansão São Paulo, vem puxando essa mudança com o melhoramento das linhas de trens e metrôs atuais, criação de novas estações nas linhas existentes e construção de novas linhas de metrô e monotrilhos.

PITU: Plano Integrado de Transportes Urbanos

O projeto prevê a ampliação da linha verde nos dois extremos, sendo que atualmente o lado leste da linha já encontra-se em atividades de ampliação. Além dessa, a linha amarela atualmente já está funcionando parcialmente como teste, e se prevê que metade dela esteja em operação até novembro desse ano com as estações Luz, República, Paulista, Faria Lima, Pinheiros e Butantã. A linha Laranja está avançando, e acaba de ser apresentado pela Companhia do Metropolitano de São Paulo, o projeto funcional. Estão previstas cerca de 350 desapropriações de áreas residenciais e comerciais, além de diversos terrenos. A previsão é para entrega parcial até 2014.
O monotrilho da linha Ouro, ligando as linhas azul, amarela, aeroporto de Congonhas e trem na marginal Pinheiros, também encontra-se em estagio avançado. Dividido em várias etapas, essa linha do metro deve ser entregue por completo em 2014. Atualmente encontra-se na etapa de projetos básico e executivo, nas diferentes etapas.
Mas todo esse "avanço" na expansão do transporte público e limpo na cidade se contrapõe à realidade quando pensamos em corredores de ônibus e ciclovias. Atualmente São Paulo conta com apenas cerca de 40km de ciclovias sendo que em tese deveria ter 367km segundo o Plano Regional Estratégico das sub-prefeituras da cidade. Cidades bem menores que São Paulo pelo mundo a fora contam com muito mais quilômetros de ciclovias, como o caso de Berlin (com 625km), Paris (com 400km) e Amsterdã (com 300km).
O caso dos corredores é ainda pior. Algumas modificações estão sendo feitas nos corredores existentes para otimizar o fluxo dos veículos, mas nada está sendo feito para a criação de novas ciclovias. Avenidas espaçosas e bem conectadas como a av. 23 de Maio, a av. Brasil e av. Pedroso de Morais, por exemplo continuam dando prioridade ao transporte individual. São casos de grande desperdício de potencial que poderiam modificar a cara da cidade e com certeza seriam grandes passos para uma cidade mais organizada e com melhor qualidade de vida.
Manifestações como as dos ciclistas nas áreas centrais e dos usuários de ônibus como no corredor M'Boi Mirim são de grande importância, já que os políticos devem ficar atentos às necessidades comuns da população, sem privilegiar apenas algumas camadas da sociedade. Deve-se continuar o ritmo das obras de metro e ciclovias, e iniciar novas obras de corredores com urgência, e o povo passar a reclamar e se manifestar mais nesse sentido. Para assim, podermos ver a cidade caminhando num rumo cada vez mais certo.

(L. Alves)

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