terça-feira, 31 de março de 2009

Vila ecológica na Amazônia

Um grupo multi disciplinar do INPA (Instituto Nacional de Pesquisas na Amazônia), com apoio financeiro do HABITARE (Programa de Tecnologia de Habitação) e da FINEP, está trabalhando no projeto e construção de uma vila ecológica protótipo no meio da floresta, com a intenção de viabilizar uma moradia ecológica e sustentável que economize energia, utilize bem a iluminação natural e a ventilação da região e seja à base de materiais locais diminuindo ao máximo a utilização de materiais de fabricação poluidora.
Esta vila está sendo construída na sede da Reserva Florestal Adolpho Ducke, em Manaus. A principio serão oito unidades, cada uma delas com 42,92 m² construídos com diversos tipos de materiais, entre eles: bambu, cimento, areia, barro, madeira e telhas cerâmicas. O bambu será usado como estrutura de painéis pré-moldados, criado a partir de estudos de engenharia dos materiais, sendo basicamente uma tipo de taipa de bambu revestida com cimento. Esse revestimento tem a função de proteger o bambu da ação do tempo e da humidade, além de ajudar na função estrutural.
Além da estrutura da casa serão feitos tratamentos de esgoto da região e sistema de coleta e aproveitamento da água das chuvas. A estimativa é que cada habitação custe cerca de R$12.000,00, o que viabilizaria muito mais a construção naquela região. O bambu utilizado será o Bambusa vulgaris vittata, vulgarmente chamado de bambu comum, mesmo não sendo o melhor bambu sul-americano estrutural. Isso devido a grande quantidade desse tipo de bambu encontrado no local, se comparado com o Guadua (melhor bambu estrutural sul-americano).
O projeto conta com arquitetos, engenheiros, biólogos, químicos, entre outros, e com a coordenação da arquiteta Marilene G. Sá Ribeiro. Além da parceria da empresa local J. V. Pires de Almeida.
A cartilha do projeto pode ser adquirida por download, e foi projetada pela coordenadora Marilene e pelo engenheiro Ruy Alexandre.

(L. M. Alves)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Leonardo da Vinci e as enchentes

Todo mundo conhece o gênio de Leonardo da Vinci, mas poucos sabem que ele foi o engenheiro hidráulico que resgatou a província de Milão da calamidade das inundações dos cursos d’água que a atravessam.
Depois da enchente que em 16 de março, ocorreu em São Paulo, parece claro que o sistema de escoamento das águas de chuva e dos rios da cidade na funciona muito bem.
Mas como resolver esse problema que atrapalha a cidade?

Ninguém sabe, ma
s em 1492, quando a América estava sendo descoberta, na Itália, Leonardo da Vinci já sabia muito sobre esse assunto. Ele ficava dias nas margens dos cursos d’água colocando pedras de diferentes formas e tamanhos para ver como o fluxo da água mudava.
Os pescadores observavam e o achavam doido, mas não sabiam que ele estava escrevendo um tratado sobre o fluxo d’água e seus parâmetros físicos (Del Moto e della Misura Dell’ acqua, LEONARDO DA VINCI) infelizmente ainda não traduzidos em português. Também em 1515, ele começou a direção da construção de uma obra faraônica que foi acabada somente após muitos anos, em 1777.
Leonardo projetou um sistema de canais e eclusas altamente tecnológicos que resolveu o problema das enchentes que atrapalhavam Milão e a província.
A função dos c
anais e das eclusas era de, além de possibilitar o acesso de barcos a Milão, criar uma rota alternativa e mais controlável para o fluxo da água que chegava dos Alpes até o rio Pó, evitando as inundações das áreas urbanas. Esse sistema, com as devidas manutenções está ainda em utilização e em pleno funcionamento.
O território de São Paulo é muito diferente de Milão e, sobretudo a época é não é a mesma: agora a consideração dos problemas ambientais é indispensável para avaliar qualquer hipótese de intervenção no território. Todavia estudando aquele exemplo e o tratado que Leonardo da Vinci escreveu, talvez seja possível encontrar segredos úteis para chegar a uma solução viável.


(Paola Bianchi)

domingo, 15 de março de 2009

O nível do mar com o aquecimento global

Muito se fala hoje em dia do aquecimento global. Apesar de bem tarde, é bom que pelo menos agora o mundo está dando mais valor nesse assunto, que tende a ser cada dia mais comum e mais fácil de se observar as consequências.
Há não muito tempo atrás muitos pesquisadores fizeram projeções para o futuro do nível do mar com um aumento de cerca de cinco a dez centímetros no próximo século. O fato que é o problema é bem mais grave do que se pensava.
Segundo a revista "Nature Geoscience", uma pesquisa feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade da Flórida, dirigida por Jianjun Yin, diz que o nível do mar deve subir na verdade cerca de meio metro (50 centímetros) até 2100 no Atlântico Norte. O interessante disso é que segundo os pesquisadores, o aumento para o resto do mundo é inferior, chegando a 25 centímetros.
Esse aumento maior na região da "Big Apple" (ao redor de Nova York) se deve ao arrefecimento das correntes marinhas no Atlântico Norte.
O problema deve então tornar-se ainda mais grave para os países baixos europeus que já sofrem com o nível do mar elevado a muito tempo e terão que aumentar seu diques ainda mais. Já a costa americana, principalmente a grande cidade de Nova York, deverá começar a pensar em contenção do avanço das águas.
Nada é certeza nesse assunto, o fato é que as projeções para o futuro não cansam de no alertar para uma diminuição da produção de poluição urgente para assim tentar diminuir as consequências trágicas no futuro. Já que toda fonte de poluição que conhecemos hoje, sabe-se que com um pouco de investimento, pode ser diminuída e em alguns casos até eliminada.

(L. M. Alves)

domingo, 8 de março de 2009

As construtoras e a crise

Em meio a essa grande crise internacional, muitas grandes empresas perderam e continuam a perder muito dinheiro, causando uma grande diminuição da produção em qualquer que seja o tipo de atividade.
No Brasil, as empresas de construção civil estão sofrendo muito por isso. O fato é que há pouco tempo atrás, empolgadas com o "boom" imobiliário do país, as construtoras lançaram ações na bolsa e captaram muito dinheiro para impulsionar ainda mais o mercado imobiliário com novas construções.
Até aí tudo bem. O problema é que muitas grandes empresas fizeram isso simultaneamente, e adquiriram muito dinheiro. Sem ter como investi-los em muitas obras de imediato, ocorreu uma alta procura por terrenos nas grandes cidades. Com o aumento da procura, consequentemente aumentou-se os preços dos terrenos, que mesmo assim foram comprados.
A crise explodiu em todo mundo e com isso o crédito para a construção civil caiu muito, impossibilitando as construtoras de novas obras, acabando com a receita das empresas que agora não têm como cobrir os gastos já que a demanda é baixíssima e quase todo dinheiro captado das ações já foi investido em terrenos.
A venda dos terrenos também não resolveria, já que estes não têm procura e por isso estão valendo pouquíssimo.
Em meio a essa bagunça toda, e essa dificuldade intensa, fica difícil imaginar uma melhora desse setor a curto prazo. Que nos faz torcer por uma melhora no crédito o quanto antes para assim pensarmos na recuperação dos danos perdidos.

(L. M. Alves)