segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Uma alternativa para a construção de casas populares

Repare nessa casinha ao lado. Um tanto bonita não?! Pois é, se trata de uma casa feita industrialmente com estrutura de metal (sistema estrutural light steel framing) e paredes de OSB ou gesso acartonado (conhecido como dry-wall) para acomodar uma família.
Esse é um ótimo exemplo de construção rápida, leve e principalmente, limpa. No Brasil, devido à falta de pessoal qualificado para a montagem, ainda não se considera tão viável esse tipo de construção.
Esse problema pode ser resolvido se pensarmos em obras sociais com alto número de repetições, tornando-se então um processo de produção em série, valendo a pena o treinamento dos trabalhadores.
Foi assim que em Indaiatuba, no interior de São Paulo, uma construtora local investiu no desenvolvimento de casas populares de construção "seca". O projeto é feito nos moldes usados pela Caixa Econômica Federal.
Se trata de uma construção simples e rápida, podendo ser entregue em 45 dias após o início da fundação.
Inicialmente prepara-se a base da casa, adicionando as tubulações de água e esgoto nos devidos lugares. Enquanto isso já pode começar a montagem da estruturas no canteiro de obra. A estrutura é montada com utilização de soldas, arrebites e parafusos.
Começa-se então a montar a estrutura no local final e muito rapidamente temos o esqueleto da casa pronto. O aço é muito resistente e com uma casa leve como essa, o resultado final será completamente seguro.
Antes de pensar no revestimento das paredes deve-se pensar em cobrir a casa. Uma manda de subcobertura e as telhas põe fim a esse problema.
Com a utilização de chapas OSB ou gesso acartonado específico para cada tipo de utilização moldam-se as divisórias internas e externas da casa. Sem deixar de lembrar que as tubulações hidráulicas e elétricas são feitas simultaneamente, acopladas no interior das paredes secas.
Batentes de portas e janelas, e acabamentos finais. Pronto. Temos uma casa limpa sem gastar nenhum bloco, simples assim.
Esse é um processo que deve ser organizado, planejado e feito minuciosamente, mas que pode ser muito bem utilizado pelas prefeituras e governos estaduais e federais, para construir habitações dignas e funcionais para toda população carente.

(L. M. Alves)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

E começa a Copa do Mundo de 2014

Pelo menos do ponto de vista da Engenharia, a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, já começou desde o ano passado. As possíveis cidades que receberão os jogos já começaram a se preparar e enviaram semana passada à CBF o relatório com os projetos para construção ou ampliação dos estádios. Ao todo são 18 cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Rio Branco, Manaus, Belém, Maceió, Recife, Florianópolis, Goiânia, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Natal e Campo Grande. O comum é que a FIFA escolha apenas entre 8 e 10 cidades, porém será permitido que participem 12 nesse caso. Algumas cidades já tem o posto garantido, são elas: São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Brasília e Belo Horizonte. Um relatório divulgado pelo pelo Sindicato de Arquitetura e Engenharia (Sinaenco) no final de outubro do ano passado dizia que nenhum estádio do país atendia aos padrões da FIFA. Assim, apressou-se para que houvesse um planejamento que incluísse ampliações e adequações de acordo com o exigido pelo órgão.
Por fim, só resta esperar que os melhores projetos sejam escolhidos e que possam levar tanto desenvolvimento para as suas regiões quanto mostrar para o mundo um belo espetáculo no futebol e na engenharia.

Clique no link abaixo para ver mais fotos:
Estádios da Copa (Globo Esporte)

(G. Sória)

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Que calor! E a Europa congelando...

Já está chegando no sétimo dia seguido de interrupções do envio de gás da Rússia aos países europeus. Após uma tentativa frustrada de religamento, Rússia e Ucrânia trocam acusações sobre a causa do não ligamento e envio do gás, já que há dois dias houve um certo "acordo" entre as partes.
O fornecedor diz que o país de passagem está roubando o suposto gás enviado. O país onde as tubulações estão instaladas rebate dizendo que nada foi enviado, e quem perde com tudo isso é o povo principalmente dos países mais pobres do leste europeu.

Aumento da procura de lenha eleva os preços na Bulgária

O pior ainda não aconteceu, já que todos os países estão economizando e ainda têm energia suficiente para as necessidades básicas por mais alguns dias.
Lendo isso daqui, hemisfério sul, país tropical, nós ficamos sem ter muita noção desse problema. Até porque todos os hábitos são diferentes, as construções feitas de maneiras diferente.
Pois é. Uma residência num lugar frio desse deve ter todas as artimanhas necessárias para manter todo e qualquer calor gerado dentro da edificação. Além de nunca desperdiçar.
Hábitos como o de usar o fogo do fogão também para aquecer a água, construir com alvenarias maciças e mais espessas e ter muito cuidado em cada porta e janela para evitar ao máximo a saída de calor são comuns por lá. Se dá melhor quem inventa mais e consegue métodos de manter a casa aquecida com gasto menor de energia.
O problema é que o frio é maior que a habitual por lá e sem o sistema de aquecimento a gás já comum em todas as casa, a população não consegue manter a temperatura superior aos 21 graus, de acordo com a norma europeia, gerando um desconforto geral aos usuários. No Brasil, a temperatura mínima para o conforto do usuário é 24 graus, já que não somos tão habituados ao frio.
Há ainda alguns casos de morte.

Nos resta esperar que esses problemas políticos se resolvam, afinal são vidas humanas em jogo.

(L. M. Alves)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Utilização de Manta Geotêxtil nas Redes de Drenagem

É comum, principalmente em regiões litorâneas, depararmos com crateras, ao transitarmos pelas ruas pavimentadas.
O motivo quase sempre é o mesmo; infiltrações nas juntas das tubulações das redes de drenagem e de captação de águas pluviais. O material do reaterro das valas de assentamento destas tubulações escapa pelas pequenas juntas entre os tubos, formando vazios sob a pavimentação, que em seguida cede, aparecendo então estas crateras no pavimento.
A explicação é muito simples. Normalmente, os tubos de concreto utilizados nas redes de drenagem e captação de águas pluviais, após assentados, tem suas juntas – encaixe do tipo ponta e bolsa – rejuntadas com argamassa feita com cimento e areia. Porém esta argamassa é “rígida” , o que após a acomodação ou pequenas movimentações da tubulação, pode apresentar fissuras, por onde o material de reaterro passa, e é arrastado pelas águas.
Este processo é muito mais comum em terrenos arenosos, pois além do solo ser constituído de material de granulometria muito fina, o lençol freático quase sempre é aflorante, ou seja, está acima do nível da tubulação de captação das águas pluviais que foi assentada, exercendo portanto, grande pressão de fora para dentro, nestas tubulações.
A Enplan Engenharia e Construtora Ltda, empresa especializada neste tipo de obra, vem há muito tempo desenvolvendo técnica para evitar este grave problema, bastante comum nestas regiões.
Todo processo de assentamento é o mesmo, porém é acrescido um reforço nas juntas das tubulações, com a utilização de mantas geotêxtis.
Esta técnica, além de garantir a execução do serviço, pois evita a ocorrência de infiltrações, funciona também como dreno, ou seja, permite a passagem da água, mas retém o material de reaterro, melhorando com isso as condições locais, principalmente onde o lençol freático é aflorante.

A manta geotêxtil é um material cuja propriedade hidráulica o torna substituto de filtros de areia convencionais, pois com sua estrutura porosa, tem elevada permeabilidade, mas evita o carreamento de partículas para o interior da tubulação. É um produto resistente à tração, ao rasgo, à punção e ao estouro, tem ótima interação com os diversos tipos de solo, e é resistente à intempéries.

(L. G. Alves)

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Feliz 2009! E com menos enchentes...

Olá meu caro leitor! O ano está apenas começando...
Estamos entrando juntos em 2009 e torcendo juntos também para que, mesmo com tantas "sacanagens" do ser humano ao planeta Terra, a natureza não se revolte tanto contra nós, por mais que mereçamos.
Acontece que se viu na última década uma boa quantidade de "avisos naturais", e já devíamos ter percebido que já passou da hora de pensarmos mais no todo do que em nós mesmos.
Demagogia a parte, vamos falar de um problema mais específico, e que ocorre tanto pela fúria da natureza diante de tanto descaso com o planeta, quanto pela falta de vontade dos políticos e falta de educação da população: as enchentes de rotina no verão dos paulistanos.
Mal começou o ano e já podemos ver nos noticiários os problemas causados pelas chuvas diariamente na cidade de São Paulo. E como dito acima, temos três causas prováveis, que juntas levam a população de áreas como a zona norte - afetados no último dia de 2008 - a perderem tudo em suas casas.
Uma primeira causa já comentado acima seria a respeito das mudanças climáticas. Essa porém temos que entender, afinal são milênios de destruição do planeta e agora não nos resta mais nada além de torcer para o impossível: não piorar. Já que mudanças de políticas energéticas estão longe de serem feitas.
Uma segunda causa, talvez a mais importante, é a falta de força política para essas mudanças. Por mais que se veja uma certa vontade dos governantes quanto ao rebaixamento da calha do rio Tietê e à limpeza de alguns córregos da cidade, o descaso ainda prevalece. Há regiões em que se promete obras a mais de 50 anos e até hoje pouco se viu. O caso de bairros da zona norte afetádos dias atrás.
O córrego do Ipiranga na zona sul por exemplo, parece que tem problemas desde a proclamação da independência e nunca terminam as obras.
A esperança é que no futuro se planeje mais a resolução dos problemas da cidade sem influências políticas, e sempre focado na melhoria da qualidade de vida da população.
Há ainda uma terceira causa. A falta de educação do povo da cidade e da grande São Paulo. O que mais se vê durante as enchentes são lixos flutuando pela cidade. E o pior é que esses lixos chegam tanto de córregos das grandes favelas, como os de classe média. Um descaso generalizado com a cidade e que pouco se fala nos noticiários. Poderiam sim haver políticas de conscientização mas mais do que isso, melhor educação ambiental. Atitudes muito simples podiam ajudar e muito a cidade.
Como se vê é um problema mais complexo do que parece, porém com um pouco de vontade de todos os lados, poderia ser minimizado diante de tantos problemas a resolver nesta cidade gigante e tão rica em diversidade cultural.
Um ótimo ano novo a todos.

(L. M. Alves)