terça-feira, 28 de outubro de 2008

A Crise Financeira em 300 palavras

Nos últimos meses só se fala nessa crise que atingiu o setor financeiro mundial, mas qual o real motivo da crise? Qual foi o estopim que levou a tudo isso? Por que o que acontece nos EUA reflete no Brasil e no resto do mundo? Responderemos essas perguntas de forma sucinta e didática.
Tudo começou nos EUA no ano passado quando houve uma crise imobiliária. Imagine o Sr. Smith (americano padrão) que um belo dia resolveu investir no negócio de diners (aquela espécie de boteco americano). Para concretizar seus planos, Smith, que gastou todas suas economias pagando sua faculdade, resolve pegar um empréstimo no banco e como garantia oferece sua casa (a chamada hipoteca). Infelizmente os negócios acabam indo mal e, para cobrir as dívidas contraídas, Smith usa de um artifício permitido em seu país: ele vai a outro banco e hipoteca sua casa mais uma vez.
O fato é que os freqüentadores do boteco do Sr. Smith são um bando de caloteiros e ele começa a atrasar as parcelas do empréstimo para ambos os bancos até que eles resolvem vender a casa que havia sido dada como garantia. Acontece que os bancos descobrem que muita gente faz isso e muitas casas estão sendo vendidas por muitos bancos e, graças a lei da oferta e da procura, os preços das casas caem drasticamente. E assim se criou a crise imobiliária.
Assim, os investidores dos bancos (muitas vezes outros bancos maiores) descobrem que na verdade o dinheiro que é emprestado não tem lastro. Isso leva a uma perda de confiança e faz com que as pessoas retirem os investimentos, que por sua vez faz com que preços de ações caiam, bolsas despenquem e assim sucessivamente.
O Brasil é um país que depende bastante de investidores estrangeiros. Como esses investidores não injetam dinheiro (dólar) no país o câmbio sobe, a Bovespa tem fortes quedas e paralisa as operações.
Por fim, para conter a crise o governo anuncia que vai liberar pacotes (dinheiro!) para acalmar os investidores e de onde vem todo esse dinheiro? Sim, nós contribuintes que pagamos impostos acabamos pagando a conta.
Pronto, é basicamente isso.

(G. Sória)

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